A crise do coronavírus está fazendo os condomínios se prepararem para o aumento da inadimplência. O dia a dia dos síndicos ganhou contornos ainda mais complicados com a crise causada pela pandemia do COVID-19. Além da aplicação das medidas sanitárias necessárias para evitar o contágio nos prédios, os administradores devem ser rápidos na tomada de decisões financeiras e de gestão. Com mais pessoas em casa, contas, como a de água, tendem a subir; fazendo com que o aumento da inadimplência também se torne uma preocupação.


Segundo o estudo Panorama Secovi, em 2019, o atraso da cota condominial era de 9,5% no Rio. Os administradores e os síndicos já têm a noção de que este percentual subirá, principalmente, porque trabalhadores informais não terão condições de cumprir com o pagamento.


Com isso tudo acontecendo, a diretora da Precisão Empreendimentos Imobiliária cita que é preciso ligar um alerta, pois quedas de arrecadação podem causar um efeito bola de neve, comprometendo o funcionamento do condomínio. Já o diretor-executivo da BAP, informa que os condomínios que estão com contas a regularizar ou com saldo negativo precisam ter mais atenção, podendo ser necessário postergar o pagamento de fundo de Garantia – não os isentando de pagar – mas sim, ajudando a gerenciar melhor o fluxo de caixa.


O especialista em finanças André Aragão, informa que uma boa alternativa, a ser praticada, é negociar cada contrato, reduzindo seu valor ou interrompendo-o. Mas é desaconselhável cortar radicalmente os serviços do condomínio.


No dia 3 de abril, o senado aprovou em função da pandemia do coronavírus, o projeto de lei que proíbe o despejo de inadimplentes até 30 de outubro. A proposta segue para a análise da Câmara dos Deputados. A regra vale para ações ajuizadas a partir de 20 de março de 2020, data em que o decreto foi publicado no Diário Oficial da União do decreto, reconhecendo o estado de calamidade pública no país.

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