O “c” de condomínio poderia combinar apenas com o “c” de calmaria, entretanto, nem tudo são flores e esta letra inicial acaba combinando muito com conflito. E, por coincidência, os cinco contratempos mais comuns em condomínios também começam com a letra “c”! E esses são: cachorro, criança, carro, cano e calote, de acordo com síndicos e especialistas em direito imobiliário. Continue lendo e confira os detalhes desses motivadores de conflitos.

Cachorro

Sabe-se que, animais de estimação existem das mais diversas espécies, entretanto, dentre todas elas apenas uma ganha em disparada no tema “conflito condominial” e, sim, ela é a canina.

Muitos consideram os latidos dos cachorros algo incomodo, a sujeira que pode ser causada por eles, também é considerada algo desagradável. Mas as coisas se intensificam ainda mais quando o animal pode ser agressivo. E, é de conhecimento geral que o controle de todas essas questões acabam sendo de responsabilidade do tutor de cada animal, porém, não são todos que realmente se responsabilizam.

Logo, medidas como instalação de câmeras de segurança que ajudem no monitoramento, assim como regras quanto ao uso de focinheira em áreas comuns para animais agressivos, a como proceder quanto a sujeira, entre outros, podem ser aplicadas. Aos tutores que não obedecerem a essas regras, estão sujeitos a punições e, em casos mais extremos o animal pode até mesmo ser impedido de viver no condomínio.

Criança

Assim como com o tipo de pet citado acima, crianças também conseguem ser um alvo quanto a reclamações referentes a barulho, por terem o habito muito comum de gritar.

Nessa idade o que não falta é energia, e isso se mostra presente até mesmo na hora de aprontar alguma como: deixar brinquedos em áreas inapropriadas, apertar a campainha de todos os apartamentos, descer as escadas correndo ou fazer o elevador parar em todos os andares por apertar todos os botões, correr pelas escadas e por aí vai.

Neste caso a instalação de câmeras de segurança também contribuem muito, deste modo é possível identificar as crianças que estão aprontando, e assim notificar os pais ou responsáveis. Mas vale lembrar que criança precisa de um espaço para gastar toda essa energia. Áreas de lazer infantil são uma ótima escolha, quando possível, podendo ser, por exemplo, salas adaptadas. E como se sabe, os pequenos precisam ser monitorados e, para isso, há a figura do síndico mirim que contribui na percepção de responsabilidade das crianças.

Carro

Assim como em qualquer indústria, na automobilística também é perceptível a variação de modelo dos produtos.

Um automóvel que está caindo em gosto comum é o veículo utilitário esportivo (SUV). Mas seu tamanho acaba não condizendo com as vagas de garagem de diversos condomínios, justamente por possuir proporções físicas maiores. Isso acaba tornando comum tanto, arranhões na lataria, quanto dificuldades em estacionar corretamente na vaga.

Mais uma vez, temos as câmeras de segurança como uma boa aliada para este problema, também. Com elas, torna-se possível a identificação do infrator causador de danos a determinado veículo. Redesenhar as vagas da garagem, contratar um manobrista e até mesmo a terceirização de estacionamento são soluções. E, cabe ao síndico intervir e arbitrar conflitos relacionados a carros.

Cano

O vazamento é outro fator de grande dor de cabeça, e essa dor começa desde o momento da identificação da origem do vazamento, até a definição de quem será o responsável por resolvê-lo. Sabe-se que, quando um vazamento é horizontal (ramal) a responsabilidade é do condomínio e, quando é vertical (coluna) a responsabilidade torna-se do prédio.

Na resolução desta problemática, é indicada uma manutenção preventiva regular. Lembrando que, o síndico é o responsável pela prevenção e reparação do encanamento apenas das áreas comuns.

Calote

Para que condôminos estejam em incumprimento com o condomínio, há diversos fatores. Porém, isto acaba afetando a todos os outros condôminos e até mesmo ao caixa do condomínio.

A figura responsável por mediar tal conflito é o síndico e, em apoio a ele há instrumentos previstos pela legislação para resolução deste problema. Ao condômino, inicialmente, dá-se uma advertência como alerta da infração, com a persistência do erro aplica-se multa de valor de no máximo 10 vezes a taxa mensal paga (previsto em legislação), e se o condômino não estiver de acordo com as razões da multa tem a possibilidade de entrar com uma ação judicial e recorrer.

Lembrando que, independentemente do motivo do não cumprimento do condômino, o Código Civil determina multa de 2% e juros de até 1% ao mês para os valores devidos, podendo haver, de acordo com o que foi definido na convenção condominial, variações do percentual.

No final das contas…

Tratando-se de condomínios, além dos 5c’s, há vários outros motivos que podem deixar qualquer um perplexo, principalmente o síndico. O fumo em locais inadequados, o consumo de substâncias ilegais em apartamentos, desrespeito à lei do silêncio e por aí vai! Ao síndico fica a responsabilidade de adotar medidas mais duras quando necessário para permitir que a paz governe.


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